quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson (29 de agosto de 1958 - Los Angeles, 25 de Junho de 2009)


Hoje, dia 25 de junho de 2009, aos cinquenta anos de idade, morre em Los Angeles o Rei do Pop Michael Jackson.
Ouvi esta notícia hoje a noite no escritório da casa do meu amigo Bruno oliveira, estavamos a conversar sobre algo que nos tem dispertado imenso interesse, penso que naquele instante a Helga, o Carlos e a Chinesa estavam entredidos na sala a ver televisão, o Carlos chamou pelos nossos nomes "Bruno ... Cláudio,noticia de ultima hora",fomos logo de imediato ver o que se estava a passar, chocamos logo com esta triste notícia,foi de facto, uma grande surpresa porque não esperava deparar-me com tal situação.
Na tarde de hoje, após sofrer uma paragem cardíaca, os médicos confirmaram á sua morte, que teria chegado ao hospital em coma profundo.
É difiçil acreditar que ele partiu. Quando menos se espera, a morte chega de uma forma fulminante.
Quem iria imaginar que hoje o Michael Jackson estava a passar por um grande sofrimento a ponto de sofrer um ataque cardíaco fatal? Sinceramente eu nem imaginava isso, a vida é um poço de surpresas,estava com mais de 50 espectaculos marcados, os bilhetes já estavam ESGOTADOS, o mundo inteiro aguardava o regresso desta Lenda da Música.
Sim, Michael Jackson é uma Lenda da Música. Vamos separar neste momento o artista da pessoa. Como assim?
Embora a sua vida seja marcada por factos incomuns, como a “síndrome do Peter Pan”, no entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança da sua aparência, principalmente a da cor da pele devido ao Vitiligo e geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. Em 1993 foi acusado de abuso de crianças, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. O cantor teve experiências com crises de saúde desde o início dos anos 90. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil. Como artista que foi Michael Jackson fez história.
Michael Jackson vendeu nada mais, nada menos, do que mais de CINQUENTA MILHÕES de apenas UM ÁLBUM, o aclamado Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - dezenove Grammys em carreira solo e seis Grammys com The Jacksons e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente, alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 1 bilhão.
Neste momento em que escrevo estas palavras, sinto um enorme vazio mais também uma grande satisfação por ter tido o privilégio de presenciar e consumir toda a magia e arte que o Michael transmitia nas suas músicas,se a algo que nos irá ligar para sempre a ele é a grande herança que ele nos deixou, Michael parte descansado porque seremos sempre fiéis as tuas músicas.

Michael, descansa em paz !

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fantásticos !


Nina Simone !
Nasceu em Tryon no ano de 1933, foi uma grande pianista, cantora e compositora
americana. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar Blues, a 'música do diabo', nos cabarés de Nova Iorque, Filadélfia e Atlantic City, escondida dos seus pais, que eram pastores metodistas. 'Nina' veio do Espanhol (Niña: menina), e 'Simone' foi uma homenagem à grande actriz do cinema Francês Simone Signoret,a sua preferida.

Nina Simone também destacou-se e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo.O seu envolvimento era tal, que chegou inclusive a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um agente da policia de nova iorque, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Em um breve contacto com a sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone aventurou-se, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz.

Foi uma das primeiras artistas negras a consguir entrar na famosa Julliard School of Music, em Nova Iorque.A música 'Mississipi Goddamn' tornou-se um hino activista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham em 1963. Nina é lembrada como uma intérprete de raro ecletismo, nas suas apresentações, era capaz de entoar um hino anti-racista, como 'Mississipi Goddamn' para logo em seguida 'ressuscitar' a platéia com 'Here Comes the Sun', dos Beatles. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição.


Sting !
Desde os 13 anos. Há 10 anos que sinto a música dele. será vício? Sim, graças aos meus pais que ofereceram-me o albúm dele a solo.Ouvi nunca mais deixei de apreciar as musicas dele, das músicas e ideias do ex-líder dos the Police. Que me desculpem o guitarrista Andy Summers e o baterista Stewart Copeland e muitos.A carreira de sting a solo é muito melhor!!!

Graças ao youtube, consegui esta actuação fantástica de um dos seus melhores temas para mim...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

MARKETING & POLÍTICA...

O marketing transformou-se em um instrumento indispensável para a sobrevivência dos empresários e de suas instituições. Segundo o patrono do assunto Philip Kotler marketing é “a actividade humana dirigida à satisfação das necessidades e desejos através de um processo de troca”.
Toda campanha política, necessita de uma gama de criadores, onde cada passo é uma nova criação. A criação nasce do confronto. Opõem o seu cliente é uma necessidade profissional. Todo político é muito conquistado, não há candidato sem conquista. Os seus assessores e aqueles que andam muito próximo a ele o cobrem de louvores que o carregam. Mas, mesmo assim, ainda existem muitos políticos que, mesmo cercados de incompetentes assessores, lisonjeado o tempo todo, não conseguem abrir os olhos e observar o inverso da situação. Não conseguem sequer, perguntar para si mesmo, que produto estão oferecendo, que ideia estão a transmitir e que percepção os eleitores estão tendo.
Em marketing político, a comunicação é como uma droga. Em doses adequadas é medicamento, em doses elevadas é veneno fatal. É necessário comunicar, mas pior do que não fazer publicidade é fazê-la em excesso. Usar a palavra a todo momento banaliza a imagem do político. É preciso saber o momento certo e falar com muita moderação. O segredo da boa comunicação está nos detalhes que empregamos a ela e na moderação que aplicamos em nós mesmos.
As campanhas eleitorais vencedoras devem ser multidisciplinares, envolvendo uma série de profissionais de diversas áreas. Não existe mais espaço para as campanhas de improviso, feitas apenas na base da intuição de acordos políticos. Acabou a era do candidato centralizado no poder.
1. ONDE O VOTO É MARKETING
O voto é dominado por três componentes distintas: 1) ideológico; 2) político e 3) eleitoral.
O voto político é assente de forma directa, numa relação pessoal entre candidato e eleitor. Em cidades pequenas esse factor é grande e chega a 80% da motivação dos votos.
O voto ideológico actua apenas uma pequena parcela dos eleitores. O discurso de esquerda, de direita, do socialismo ou liberalismo afecta pouco mais de 5% do eleitorado, atingindo o máximo de 10% no mercado nacional.
O voto eleitoral, representa o esforço concentrado de conquista do eleitor, é o campo de actuação do marketing político. A sua influência cresce com o tamanho do universo eleitoral. Chega a atingir até 70% das decisões de voto.

2. MARKETING POLÍTICO E MARKETING ELEITORAL
O marketing político está relacionado com a formação de imagem a longo prazo. É utilizado por pessoas e políticos que desejam projectar-se publicamente.
Já o marketing eleitoral é de curto prazo. As estratégias e as tácticas de comunicação são montadas em cima de um ambiente vivo, já existente, em andamento e não de um ambiente criado.


3. O MERCADO ELEITORAL COMPETITIVO

O mercado eleitoral competitivo é composto por dois agentes básicos candidato e eleitores. O candidato deseja do eleitor informação e voto. Informação para poder criar programas de actuação política e o voto para chegar ao poder e desenvolver o seu programa.
Por outro lado o eleitor deseja do candidato uma boa comunicação e o cumprimento das promessas e dos favores.


4. O ELEITOR
Um dos problemas mais clássicos da ciência política é estudar e determinar o padrão de comportamento dos eleitores. Como ele pensa e decide o seu voto? Existe algum motivo para a escolha do seu candidato, quais aspectos que padronizam essa escolha?

Para responder a estas questões de forma concreta, seria necessário a realização de um estudo sobre o comportamento do eleitor, para conseguir chegar ao consenso de que existem três leis fundamentais de posicionamento do eleitor, vou deste modo fazer apenas um estudo nos comportamentos que tenho e vista (podem não estar certos na sua totalidade), são eles:
Lei da Indiferença: Onde o eleitor, quando entra na cabine eleitoral põe fim a um difícil processo de tomada de decisão. Neste momento ele lembra-se de Zidane, Lenny kravitz, dos Lambas e de outras personalidades de forte presença na sua mente, menos nos candidatos, porque para ele, é tudo igual, é indiferente votar nesse ou naquele candidato.
Lei da Procrastinação: Representa o máximo adiamento. O eleitor adia, sempre que puder, a sua decisão de voto para o período mais próximo possível da eleição. Cerca de 90% das pessoas ao dirigir-se a cabine eleitoral, já tem o seu candidato garantido, mas 10% ainda entram para votar, com muita dúvida, são os procrastinados e, esses podem decidir uma campanha mais estimulada.
Lei da efemeridade: As ideias e aspirações da sociedade obedecem a um ciclo de vida determinado (corrupção, ecologia, crise económica, violência, etc.). A lei da efemeridade trata dos ciclos das ideias e aspirações, onde elas nascem, crescem, se desenvolvem, desgastam-se e desaparecem. Um candidato começa a defender uma causa ou uma ideia, a crise económica, por exemplo, num momento em que o mundo inteiro não fala mais no assunto, é aderir a uma moda que aos olhos do eleitor já está ultrapassada, porque o mundo está preocupado neste momento é com o combate à crise financeira.




5) O CANDIDATO
O candidato é o vínculo de ligação entre as causas públicas e o eleitor. É a primeira montra dos partidos, das ideologias, das estratégias de marketing e dos seus ideais. O candidato é o conteúdo, é um contexto amplo entre partido, ideologia, vida e sua participação na vida social.
Os factores que compõem um candidato são:
Potencial próprio: capacidade de liderança, habilidades, comunicação, habilidade de discurso e o seu carisma...
Factores Internos de pressão: Grupo político (partido) e grupo de financiamento
Factores Externos de pressão: Eleitores e adversários...



6) COMUNICAÇÃO
Cada dia que passa às pessoas são bombeadas por milhões de informações e estímulos. É claro que elas não conseguem processar e manter todas as informações, o que acontece é que a mente simplifica o que é recebido, aceitando apenas aquilo que interessa. A arte de se fazer ouvir, de se comunicar e persuadir está na identificação do caminho mais rápido para a mente. A pirâmide de Maslow, por exemplo, fornece pistas para descobrirmos o melhor caminho. Segundo ele as reacções das pessoas aos estímulos são determinadas basicamente pelas necessidades básicas (fisiológicas) até as mais elevadas (auto-realização).
A informação electrónica é considerada hoje como o “segundo deus” pela sua omnipresença e seu poder de influência sobre as pessoas. Cada veículo tem uma linguagem muito específica, mas quando se trata da televisão, a linguagem aproxima-se bastante do quotidiano das pessoas, de forma simples e directa. O candidato deve estar ciente de que está usurpando a privacidade dos eleitores, é nessa hora o equilíbrio e a moderação, devem fazer parte de seu comportamento, pois é como se ele estivesse conversando com o eleitor em sua casa.

7) PESQUISAS
Um ditado de Maquiavel que diz “ a realidade é como é, não como gostaríamos que ela fosse”, resume muito bem a importância da pesquisa na vida do candidato e mais ainda na vida do eleitor.
As pesquisas podem mencionar três tipos de levantamento para avaliação do eleitorado. As pesquisas de opinião pública procuram mencionar o conhecimento da população sobre determinados assuntos como ecologia, privatização, casamento homossexual, economia, política, área social e etc. As pesquisas de acompanhamento e desempenho administrativo levantam os principais problemas da população, avaliam o desempenho dos governantes, confrontam a imagem administrativa, o grau de conhecimento dos projectos e das obras realizadas e o grau de satisfação com os serviços públicos. Já as pesquisas eleitorais, por sua vez, procuram detectar as intenções de voto do eleitor a cada momento, avaliando o potencial de adesão ou rejeição de cada candidato.
Os factores de maior relevância numa pesquisa são: a imagem do candidato, a sua trajectória política, o seu carisma e a sintonia com o eleitor, o programa de governo, a principal meta do governo, a sua profissão, o partido político, os seus apoiantes e o grupo social em que está inserido ou se identifica.
Nas eleições, como na guerra, grande parte das batalhas é decidida em tempos de paz. A preparação da campanha inicia-se com a avaliação do eleitor, do potencial próprio do candidato e de seus prováveis inimigos.


8) PRINCÍPIOS ESTRATÉGICOS
“ O mundo não é para principiantes” (Cláudio d-sá Miranda)
1.) Mantém sempre um trunfo contra seus inimigos e saiba quando deve ser accionado;
2.) Conheça o que pensa o eleitor, antes de partir para a conquista;
3.) A melhor forma de conquistar a mente do eleitor é ser primeiro a chegar;
4.) Não basta ter o perfil desejado pelo povo, é preciso associar a imagem antes dos adversários;
5.) Trabalhar na linha de menor resistência ao posicionamento na mente do eleitor;
6.) Procure maximizar os pontos favoráveis e minimizar as falhas, se possível convertendo-se em virtudes;
7.) Procura antecipar o ciclo de ideias e aspirações que predominará no momento da eleição;
8.) O eleitor associará sempre o candidato a continuidade ou a mudança. Harmoniza sua imagem com a tendência predominante, respeitando os limites impostos pela sua personalidade;
9.) Concentra o seu discurso na valorização e na união do partido;
10.) Convenção é sinal de força. Se for conveniente, antecipa a convenção;
11.) Concentra forças no seu principal inimigo, não estrague munição atirando para todos os lados;
12.) Procura sempre antecipar-se aos movimentos dos adversários que possam ameaçar sua posição antes que seja preciso reagir;
13.) Confirma os defeitos do inimigo junto ao eleitorado. Ataca nesse ponto.
14.) Procura demonstrar discrepância entre o discurso do candidato e o seu passado;
15.) Utiliza a força de liderança para eliminar as possibilidades de reacção do inimigo;
16.) Redirecciona forças para os segmentos que apresentam maior potencial de votos;
17.) Se a polarização é inevitável, procura levar seu adversário para o campo que lhe seja mais favorável;
Fonte: Livro “VOTO É MARKETING, O RESTO É POLÍTICA” (Jacques Seqüela) Edições Loyola
9) MARKETING POLÍTICO PERMANENTE
A campanha permanente em acção requer uma composição de uma equipa com profissionais altamente competente. A comunicação funciona como a outra ponta do processo de marketing permanente. Um problema resolvido não apresenta muito benefício à imagem do político, se não for adequadamente divulgado. Se o político se omite, não comunica, em determinadas ocasiões, ele deixa espaço para o crescimento da oposição, bem como, deixa espaço também para versões distorcidas dos seus opositores.


Marketing. Aquela coisa que os empresários inventaram e os políticos descobriram…

*Concordam com essa ideia?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

BARACK OBAMA É O PRESIDENTE




















Algumas fotos do homem que tornou-se o primeiro presidente negro dos E.U.A(5 de novembro de 2008).Nasceu a 4 de Agosto de 1961 e tem um percurso político fulgurante. Para muitos simboliza a esperança. Sobretudo para quantos se reivindicam da "esquerda".Entre a esperança, o sonho e aquilo que ele fizer, há espaço para milhares de opiniões e de teses.

Estou de facto muito emocionado,peço desculpa se apresentar alguns erros de construção de texto e se for o caso que me digam...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

MUNDO MELHOR


Raras vezes umas eleições presidenciais americanas terão despertado tanto interesse no mundo inteiro. O que paradoxalmente sucede num momento em que os EUA se apresentam particularmente vulneráveis do ponto de vista económico e registam índices de popularidade como país bastante baixos.Este interesse resulta, antes do mais, da convicção que todos temos de que o resultado das eleições acabará por ter um impacto significativo na nossa própria vida corrente.Mas também da inequívoca novidade que trouxe a candidatura de Barak Obama. Novidade que resulta sobretudo de, pela primeira vez na história, um americano negro poder ser eleito para a Casa Branca. E este aspecto simbólico tem por vezes obscurecido outros aspectos inovadores que a candidatura democrata trouxe para a ribalta da vida pública americana.Não se trata apenas de Obama ser um orador eloquente e dar provas de uma notável autocontenção perante a campanha negativa que contra ele foi movida, acima dos padrões a que nos habituámos nas eleições americanas. A campanha presidencial democrata usou meios e adoptou métodos de construção de um movimento de opinião muito assente em redes de contacto ou de convergência de interesses individuais e sectoriais, beneficiando das novas tecnologias de informação e de comunicação, que recolocaram o cidadão individualmente considerado no centro do diálogo político com o próprio candidato.Estes aspectos inovadores merecem ser estudados, na medida em que muito provavelmente farão escola e serão replicados noutros quadrantes geográficos.O enquadramento multilateralista das suas posições políticas fundamentais, a persistência nas grandes linhas económicas que definiu mesmo antes da crise financeira e que foram reiteradas e ampliadas depois da queda de Wall Street, a clareza do seu discurso sobre os malefícios dos offshores não regulados (como nunca antes havia sido feito por qualquer outro candidato presidencial), a retoma de uma linha de orientação assente na redistribuição da riqueza pela via fiscal, tudo isto contribuiu para que afirmasse uma dimensão de estadista com um rumo e uma vontade que muito o beneficiou perante o comportamento errático do seu adversário.Como chamava a atenção Timothy Garton Ash esta semana no Guardian, Obama foi-se construindo durante os dois anos que leva de campanha, e essa evolução foi presenciada e escrutinada pelos próprios eleitores em todos os seus momentos decisivos.Claro que em democracia não há vencedores antecipados. E as sondagens ainda se apresentam, em aspectos críticos para a vitória, dentro de uma margem de erro que não permite dar nada por adquirido. Mas os sinais apontam para ser mais forte a probabilidade de uma vitória de Obama.Nisso parecem acreditar, aliás, os defensores portu-gueses de John MacCain, que se consolam por antecipação, prevendo as desilusões que um Obama-Presidente dará aos seus defensores europeus (maioritariamente de esquerda).Tendo manifestado há muito tempo (logo no começo das próprias primárias) a minha preferência por Obama, fi-lo sempre na certeza de que Obama seria eleito Presidente dos EUA... para defender os interesses americanos, claro está! E esses interesses, em vários momentos, não coincidirão com os interesses europeus.Mas a diferença da eleição de Obama virá dos valores, não dos interesses. E é esse reencontro com valores que mais facilmente partilharão americanos e europeus que me motivam neste momento. Valores que uma certa retórica neoconservadora espezinhou e depreciou nestes últimos oito anos e em relação aos quais os europeus, na sua esmagadora maioria, permaneceram afectos.É que para os europeus em geral, e para a esquerda europeia em particular, será sempre preferível que o Presidente dos EUA seja alguém que sabe que a América precisa do mundo. Já que a esquerda europeia que acredita na liberdade, no multilateralismo e na tolerância, por seu turno, é a esquerda que sabe que o mundo precisa de uma América predisposta ao diálogo e liderada por quem sente na sua própria condição humana o valor do respeito das diferenças!Porque esse será, sem dúvida, um mundo melhor!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

NASCEU UM DIPLOMATA. OU TALVEZ NÃO


Como estar de bem com todos? Eis o drama de Obama quando viu subir ao palanque, em Tampa, Florida, seis jogadores do Tampa Bay Rays, a equipa de basebol local. Eles vieram abraçá-lo. Obama pôs-se a fazer contas: como me vou livrar desta? A Florida é estado que ele tem de ganhar e aqueles rapazes são os actuais heróis locais. Ora, há dias, Obama disse apoiar os Phillies, da Pensilvânia, estado que ele também tem de ganhar. Mas, depois disso, os Phillies e os Rays qualificaram-se para a World Series e vão jogar um contra o outro. O homem, que até tem um clube, o da sua terra (os White Sox, de Chicago), safou-se bem. Com os Phillies explicou-se: "O meu chefe de campanha é fanático dos Phillies e eu quero-o bem disposto nas próximas semanas". Com os Rays engonhou: "Eu sou o candidato da unidade, logo, quando vejo um fã dos White Sox amar os Rays e os dos Rays devolverem o amor, é bonito!" Se no dia 4 de Novembro a Florida e a Pensilvânia votarem em Obama, é porque temos um grande diplomata. Se não votarem, lembro-lhe as palavras de Afonso de Albuquerque no leito de morte: "Mal com el-Rei por amor dos homens; mal com os homens por amor de el-Rei."

sábado, 24 de maio de 2008

Eleições norte-americanas 2008 ( "Yes, we can" Barack Obama)


Estamos perante a mais dramática eleição para presidente na história dos E.U.A.
As forças mais impróprias da política americana, das quais parte fazem parte grande mídia americana, fazem de tudo para impedir que Barack Obama se torne presidente. Com seus métodos de (des) informação tentam manter Hillary Clinton em evidência para ver se Obama tropeça em alguma coisa, pois sabem que John McCain dificilmente terá hipótese contra ele. Os E.U.A é um país agressivo e injusto, dominado por uma minoria branca preconceituosa, que quer manter os seus privilégios através de uma população ignorante criada para ser consumista e sentir orgulho de servir-se de carne para as elites organizadas e criminosas do seu país.
Barack Obama quer mudar todo este panorama, pelo menos tentar alguma coisa. Não sei se irá conseguir. Mas nestes meses de campanha já ganhou toda a minha admiração e consideração.