terça-feira, 22 de abril de 2008

Quem foi Dona Ana de Sousa ou Rainha Nzinga Mbande?(História da cultura angolana)



Dona Ana de Sousa ou Ngola Ana Nzinga Mbande(nascida em 1583 — Matamba,17 de dezembro de 1663 data da sua morte) foi uma rainha "Ngola" dos reinos do Ndongo e de Matamba, no Sudoeste de África, no século XVII. O seu título real na língua quimbundo - "Ngola" -, foi o nome utilizado pelos portugueses para denominar aquela região Angola.Nzinga viveu durante um período em que o tráfico de escravos africanos e a consolidação do poder dos portugueses na região estavam a crescer rapidamente. Era filha de Nzinga a Mbande Ngola Kiluaje e de Guenguela Cakombe, e irmã do Ngola Ngoli Bbondi (o régulo de Matamba), que tendo se revoltado contra o domínio português em 1618, foi derrotado pelas forças sob o comando de Luís Mendes de Vasconcelos. O seu nome surge nos registros históricos três anos mais tarde, como uma enviada de seu irmão, numa conferência de paz com o governador português de Luanda. Após de anos de incursões portuguesas para capturar escravos, e entre batalhas intermitentes, Nzinga negociou um tratado de termos iguais, converteu-se ao cristianismo para fortalecer o tratado e adoptou o nome português de Dona Ana de Sousa.No ano subsequente, entretanto, reiniciaram-se as hostilidades. As fontes divergem quanto ao motivo:

*Ngoli Bbondi teria se revoltado novamente, fazendo grandes ofensas aos portugueses e derrotando as tropas do governador português João Correia de Sousa em 1621. Dona Ana, entretanto, teria permanecido fiel aos portugueses, a quem teria auxiliado por vingança ao assassinato, pelo irmão, de um filho seu. Tendo envenenado o irmão, sucedeu-lhe no poder.
*Tendo os termos do tratado sido rompidos por Portugal,Dona Ana pediu a seu irmão para interceder e lutar contra a invasão portuguesa. Diante da recusa de seu irmão, Nzinga, pessoalmente, formou uma aliança com o povo Jaga, desposando o seu chefe, e subseqüentemente conquistando o reino de Matamba. Ganhou notoriedade durante a guerra por liderar pessoalmente as suas tropas e por ter proibido as suas tropas de a tratarem como "Rainha", preferindo que se dirigissem a ela como "Rei". Em 1635 encontrava-se disponível para formar uma coligação com os reinos do Reino do Congo, Kassanje, Dembos e Kissama.Como soberana, rompeu os compromissos com Portugal, abandonando a religião católica e praticando uma série de violências não só contra os portugueses, mas também contra as populações tributárias de Portugal na região. O governador de Angola, Fernão de Sousa, moveu-lhe guerra exemplar, derrotando-a em batalha em que lhe matou muita gente e aprisionando-lhe duas irmãs, Cambe e Funge. Estas foram trazidas para Luanda e batizadas, respectivamente com os nomes de Bárbara e Engrácia, tendo retornado, em 1623, para Matamba.A rainha manteve-se em paz por quase duas décadas até que, diante do plano de conquista de Angola por forças da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, percebeu uma nova oportunidade de resistir. Traída eventualmente pelos Jaga, formou uma aliança com os Países Baixos(holandeses) que à época ocupavam boa parte da Região Nordeste do Brasil. Com o auxílio das forças de Nzinga, os holandeses conseguiram ocupar Luanda, de 1641 a 1648.Em Janeiro de 1647, Gaspar Borges de Madureira derrotou as forças de Nzinga, aprisionando sua irmã, D. Bárbara. Com a reconquista definitiva de Angola pelas forças brasileiras de Salvador Correia de Sá e Benevides, retirou-se para Matamba, onde continuou a resistir.Em 1657, um grupo de missionários franciscanos italianos convenceram-na a retornar à fé católica, e então, o governador de Angola, Luís Martins de Sousa Chichorro, restitui-lhe a irmã, que ainda era mantida cativa.Em 1659, Dona Ana assinou um novo tratado de paz com Portugal. Ajudou a reinserir antigos escravos e formou uma economia que ao contrário de outras no continente, não dependia do tráfico de escravos. Dona Ana faleceu de forma pacífica aos oitenta anos de idade, como uma figura admirada e respeitada por Portugal.Após a sua morte, 7000 mil soldados da rainha Ginga, foram levados para o Brasil e vendidos como escravos. Os portugueses passaram a controlar a área em 1671. Em certas áreas, Portugal não obteve controle total até o século XX, principalmente devido ao seu tipo de colonização, centrado no litoral.
No Brasil, o nome da Rainha Ginga é referido em vários folguedos da Folia de festa Reis dos negros do Rosário, onde reis-de-congo católicos lutam contra reis que não aceitam o cristianismo.Dona Ana de Sousa possuía muitas variações do seu nome que, em alguns casos, eram completamente distintos. Entre eles (mas não apenas, registram-se: Rainha Nzinga, Nzinga I, Rainha Nzinga Mdongo, Nzinga Mbandi, Nzinga Mbande, Jinga, Singa, Zhinga, Ginga, Ana Nzinga,Ngola Nzinga, Nzinga de Matamba, Rainha Nzingha de Ndongo, Ann Nzingha, Nxingha, Mbande Ana Nzingha e Ann Nzingha.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A Constituição da Poiética Portuguesa


Desde há muito que esta constituição tem demonstrado problemas de revisão ao nível das várias poiéticas possíveis de alteração. Se é certo que todas emanam da grande fonte principal e como tal o orgão poiético competente o Ânus, não o é a sua expressão na realidade poiética que a circunda, o seu cheiro e densidade são multifacetados pelo que podem ser analisados por várias ciências, bem como encarados de diferentes perspectivas, nomeadamente podemos também fazer referência ao Locus de onde é encarada a poia, como se a fazemos na sanita da nossa casa ou de um amigo, ou mesmo na relva do quintal da avó, mas se é algo que é de facto exacto, é que a poia cheira a "cóco". Após uma intensa e promíscua análise aos seus componentes esta tornou-se de certo incompatível com o normalmente presente, sistemático e vulgar luso cagalhão, a sua textura amarelada e forma circular são de facto admiráveis e como tal susceptíveis de fazer inveja a qualquer outro vulgar cagalhoto. Espero por mais análises pormenorizadas para que possa terminar e completar por fim a sua futura constituição.
Desde há muito que esta constituição tem demonstrado problemas de revisão ao nível das várias poiéticas possíveis de alteração. Se é certo que todas emanam da grande fonte principal e como tal o orgão poiético competente o Ânus, não o é a sua expressão na realidade poiética que a circunda, o seu cheiro e densidade são multifacetados pelo que podem ser analisados por várias ciências, bem como encarados de diferentes perspectivas, nomeadamente podemos também fazer referência ao Locus de onde é encarada a poia, como se a fazemos na sanita da nossa casa ou de um amigo, ou mesmo na relva do quintal da avó, mas se é algo que é de facto exacto, é que a poia cheira a "cóco". Após uma intensa e promíscua análise aos seus componentes esta tornou-se de certo incompatível com o normalmente presente, sistemático e vulgar luso cagalhão, a sua textura amarelada e forma circular são de facto admiráveis e como tal susceptíveis de fazer inveja a qualquer outro vulgar cagalhoto. Espero por mais análises pormenorizadas para que possa terminar e completar por fim a sua futura constituição.

Terrorismo!


O terrorismo vive fora da ordem social, inicialmente para combater uma injustiça que esta não soluciona, a ideologia não pode então assimilar-se a sociedade ou por ela ser ordenada, todo o egoísmo terrorista vive fora da sociedade, com propósitos que no inicio podem ser de defesa ou reclamação de direitos (caso da Sicília na invasão francesa, italianos nos EUA, ETA em Espanha) mas que se envolvem no extremismo, não se regem pela ordem social, regem-se pelo seu egoísmo sem oposição vivem fora da sociedade e ninguém os pode julgar, opor ou aconselhar. Cego pelo poder de causar estragos sem consequências, o mundo do terrorismo só pode ser combatido a longo prazo com uma ideologia pró dignidade da pessoa humana e a curto prazo com o apoio e participação mundial nas intervenções internacionais.